terça-feira, 24 de janeiro de 2017

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   Eles deixam-me com os cabelos em pé. Por vezes batem-se como gente grande, à mão fechada e aos pontapés, outras vezes estão abraçados de cara colada um ao outro como se fossem siameses. Não consigo perceber, até porque quando estão em modo violento, chegam a assustar-me e pergunto-me se estarei a criar boas pessoas. Hoje foi um dia de muito carinho a alta velocidade e estiveram assim até ao fim do dia. Passei a tarde com os meus pais, o que soube bem porque a casa dos pais tem sempre aquele gostinho dos bons tempos de "dolce far niente". A noite passamos em casa debaixo das mantas a tentar fintar o frio, os três enroscados. A ficha só cai quando chega a hora de jantar e sou eu que tenho de sair do quentinho e ir arranjar a janta, aí percebo que já não estou na casa dos pais e ninguém me vai servir, a mãe sou eu, bolas!
   O Pedro só chegou mais noite dentro depois de uma reunião e de um jantar com amigos. Vida de pai é grande!! 

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