não tive vestido branco com uma cauda de 2 metros,
não tive véu e grinalda,
não tive copo de água,
não tive uma grande feste cheia de música e gargalhadas,
não tive de lançar a meu boquê em mãos alheias,
nem sequer tive lua de mel.
mas...
não choveu (ao contrário de hoje)
estava de coração cheio (e barriga)
tinha a minha alma gémea comigo
e era para o resto da vida.
não podemos ter tudo.
é bom saber que podemos ter a melhor parte.
nós.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
em dia de greve...
os putos ficaram com os avós, o pai foi de bicicleta para o trabalho e o meu caminho para casa hoje é mais rápido e sem paragens. também queria ter feito greve mas... o dinheirinho ao fim do mês faz falta.
a pensar seriamente em ir embora
estamos a pensar em ir para o brasil. nada está decidido e eu não tenho muita vontade de ir. a verdade é que as coisas aqui estão mal e não vejo nada a melhorar com o tempo. vejo tudo muito negro e sem nada de bom para oferecer aos meus filhos. o emprego do pedro está de mal a pior. não paga a tempo e horas à quase 1 ano. este mês ainda só pagou metade e já hoje é dia 14. o meu trabalho por enquento é certo mas não sei até quando. sim, trabalho para o estado, mas não me parece que hoje em dia isso seja sinónimo de qualquer e alguma estabilidade. pelo contrário, vejo o meu ordenado a descer de ano para ano.
custa muito pensar em deixar para trás a casa com que tanto sonhei, a família, os amigos, o meu carrinho que terei de vender, o meu bairro que tanto gosto, a tela maravilhosa que tenho na minha janela.
deixar de ter o meu pai a entrar pela minha porta ao fim do dia a fazer os meus filhos rir à gargalhada.
deixar de ter a minha mãe já ali ao lado para o que der e vier.
deixar os almoços de sábado em família, os primos que brincam juntos e ora se zangam ora são inseparáveis.
deixar a minha irmã de quem nunca estive separada por mais de um mês, que partilha a minha vida desde sempre.
deixar as minhas amigas preferidas com quem já partilhei as minhas melhores aventuras e as minhas piores desgraças.
é certo que tenho a família do meu marido lá mas... vai sempre faltar algo, um pedaço por preencher.
as casas lá, para terem alguma segurança, têm de ter grades nas portas e janelas (exceto de for condomínio fechado ou casa grande de gente muito rica), se não tiver garagem é o "fim da picada" pois o carro não pode "dormir" no meio da rua. os carros são uma "nota preta", só teria direito a um bom ferro velho. esta caminhada que fizemos aqui desde à 7 anos para cá, à procura de estabilidade e de sonhos agora alcançados... tudo de novo...
não sei se tenho forças para isso. não tenho qualquer espírito de emigrante, nunca tive. às vezes só vejo infelicidade do outro lado do oceano, outras penso nas novas oportunidades e na família que irei rever e da qual tenho muitas saudades.
decisões importantes que tenho de tomar. mas já cheguei a uma conclusão: we can't have it all...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
48h
dos fins de semana que passam a correr, fica o cheirinho dos bolos, da comidinha feita pelo marido com todo carinho (e que boa que estava), dos serões passados com amigos, do chocolate quente, das cobertas por cima dos joelhos a ver tv, dos almoços em família ao sábado, das gargalhadas das crianças (e das brigas), da terra molhada pela manhã, do amaciador da roupa acabadinha de secar...
hoje custou voltar ao trabalho.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
comecei a ler este livro hoje
mal consigo parar. é uma história muito intensa que me faz repensar tanta coisa... faz-nos amar ainda mais quem nos rodeia e empurra-nos a demonstrar o que sentimos sem querer perder um segundo de vida.
podem espreitar o primeiro capítulo aqui.
depois publico aqui a lista que esta mãe deixou aos filhos e tão carinhosamente ao marido.
de risos e lágrimas à mistura, este livro é uma bomba emocional...
Sinopse
Kate Greene tinha tudo para ser feliz: um marido carinhoso e apaixonado, um filho com quase dois anos e um segundo a caminho. Mas, num ápice, a sua vida desmoronou-se: ao ser diagnosticado um cancro raríssimo ao primeiro filho, Kate entrou em trabalho prematuramente. Contra todas as expectativas, as duas crianças sobreviveram e a família respirou de alívio. Até que, apenas algumas semanas depois, Kate descobriu que também ela adoecera, com um cancro da mama incurável.
Nos últimos dias, Kate registou numa lista tudo o que gostaria que o marido, St John, fizesse depois da sua morte para que os filhos, Reef e Finn, tivessem uma vida feliz. Sabendo que não sobreviveria, ela anotou os seus pensamentos, sonhos e desejos, oferecendo à família o porto seguro onde encontrariam a força e inspiração para enfrentar o futuro.
Este livro é o relato comovedor de como a lista de Kate ajudou a família a ultrapassar a dor e a construir uma nova vida, mantendo a mãe sempre viva na memória.
vale a pena ;)
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
cores
na terça feira estava um duplo arco íris lindo por aqui... o pote de ouro, ao que parece afundou no rio!...
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