sexta-feira, 13 de abril de 2012

love it!

e à 6ª feira sabe sempre bem sonhar...








gostei

A actual educação estraga as criançasEduardo Sá.

Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o "Envolvimento Parental na Escola".

Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que "a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal" e criticou o "furor da formação técnica e científica" que levou ao esquecimento de que "o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares". Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que "há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças", como a família. "Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso", lastimou, lembrando que "estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto", esquecendo-nos de brincar com eles.

O conferencista considerou que "criámos uma ideia absurda de desenvolvimento" e lembrou que "a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior". "Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas", defendeu, sustentando que "errar é aprender".

Eduardo Sá disse achar "uma estupidez" crermos que tecnocratas sejam "sempre mais inteligentes porque dominam a estatística", "inacreditável" que "o mundo, hoje, privilegie o número à palavra" e um "escândalo" que, "nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade". "Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas", congratulou-se, considerando a atual crise uma "oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver". "Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer", complementou, considerando que "o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia"."Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas", acrescentou.

Eduardo Sá defendeu que as "educações tecnológicas" possam dar lugar à "educação para o amor" como "a questão mais importante das nossas vidas". "Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração", afirmou.

Neste sentido afirmou que "devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre". "Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações", concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. "É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias", lamentou, lembrando que "pais mal-amados tornam-se piores pais". "É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças", sustentou.

Eduardo Sá defendeu que "as crianças devem sair o mais tarde possível de casa" e jardins de infância "tendencialmente gratuitos para todos". "Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa", criticou, lamentando que os governantes, "nomeadamente a propósito da crise da natalidade", não perguntem: "quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância".

O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças "brinquem e ouçam e contem histórias", tenham educação física, educação musical e educação visual. "O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática", disse, considerando ser "mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática". "É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna", criticou.

Eduardo Sá disse ainda não achar que "mais escola seja melhor escola", criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são "amigas dos défices de atenção". "Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucessos escolares têm", defendeu, acrescentando que "os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de quererem criarem jovens tecnocratas de fraldas". "Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever", advertiu.

A terminar, defendeu ser possível "ter sucesso escolar" e "gostar da escola". "Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola", concluiu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

para o mano

este ela pintou para oferecer ao irmão no aniversário. quando faz as coisas devagar e com gosto fica tudo dentro dos riscos e cheia de técnica :)
com dedicatória e tudo!


os desenhos dela

acho os desenhos dela tão giros. cheios de côr e de meninas de cabelos compridos. digitalizei alguns. as partes que estão com cores mais claras não se veêm tão bem.









quarta-feira, 11 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

dias só nossos

este fim de semana fui só mais eu e ele. é bom ter assim uns tempos só para nós. ele sempre foi mais pai mas aos poucos sinto que se está a ligar a mim. estas horas mais exclusivas que passamos juntos servem para nos amarmos ainda mais e para nos conhecermos melhor. ser o filho mais novo tem as suas desvantagens e há que aproveitar cada dia exclusivo para duplicar os mimos. é claro que houve muita asneira ou não tivesse ele uma inclinação natural para ajavardar. apesar de tudo adorei estar mais tempo com ele e sinto que nos aproximamos mais um do outro.


mais um acampamento regional

foi uma páscoa entre árvores, tendas, chuva, música, amigos, sol e tantas outras coisas que nos fazem bem ao coração. não falho um regional desde os meus 14 anos mas este foi o 2º ano em que não marquei lugar com a minha tenda. o joão é um traquinas de 1ª apanha e sosego é coisa que não consigo ter com ele. também estava muito frio à noite e com os pulmões frágeis dele não quis arriscar a passar as noites fora. mas marquei presença 5ª, sábado  e domingo. sábado ele foi comigo ver o pai e a mana e simplesmente adorou andar a correr por aquele campo fora. para o ano não vamos faltar de novo. apesar de ter levado máquina fotográfica nem a tirei da mala de maneiras que, as fotos não existem. pode ser que alguém tenha tirado mais algumas, estas foi as que já consegui apanhar.  a luna andava sempre na passeata e nem aparece na foto de grupo. nas outras está sempre a fugir ou a olhar para o dia de ontem. o que interessa é que ela gostou muito e veio toda animada apesar de muuuuuito cansada.





a luna é a que está a coçar o olho na fila do meio :s